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Música da noite: Zé Ramalho no fio místico do Brasil
Uma canção cósmica onde o sertão encontra o esoterismo e os versos viram profecia.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 25/01/2026 19:12 • Atualizado 25/01/2026 19:13
Música
Zé Ramalho caminha entre o sagrado e o profano com naturalidade inquietante (Foto: Reprodução)

Zé Ramalho nunca gravou apenas discos, ele abriu portais. Entre a Serpente e a Estrela soa como um mapa astrológico do Brasil profundo, onde o folk nordestino cruza com rock setentista, literatura de cordel e visões quase apocalípticas. A faixa parece surgir de um transe, há areia, vento, símbolo e presságio em cada acorde.

A cançõe caminha entre o sagrado e o profano com naturalidade inquietante. A serpente representa o instinto, a terra, o perigo; a estrela aponta para o alto, para o destino, para algo maior que o homem. Zé canta nesse intervalo, nem céu, nem chão, como um andarilho místico que transforma o caos em melodia e o delírio em narrativa.

Ouvir essa canção é como sintonizar uma rádio fora do tempo. Nada soa datado, porque tudo parece eterno. Entre a Serpente e a Estrela não pede explicação, apenas escuta, entrega e silêncio depois do último acorde, quando a sensação é a de ter atravessado um ritual, e voltado diferente.

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