Quarenta anos depois de dominar rádios e pistas de dança ao redor do mundo, “Total Eclipse of the Heart”, maior sucesso da carreira de Bonnie Tyler, alcançou a marca simbólica de 1 bilhão de reproduções no Spotify e entrou oficialmente para o Billions Club da plataforma. O feito, no entanto, veio acompanhado de uma revelação que lança luz sobre as complexas engrenagens da indústria musical.
Em entrevista à BBC, a cantora afirmou que, apesar do desempenho estrondoso da faixa no streaming, não recebe retorno financeiro direto pela canção. “Praticamente nada”, resumiu Bonnie ao comentar os ganhos gerados pelo hit lançado em 1983.
Procurado pelo site Musically.com, o Spotify informou que o catálogo da artista movimentou cerca de US$ 2,7 milhões em pagamentos a detentores de direitos autorais nos últimos dois anos. A discrepância, porém, está na divisão dos direitos: a composição pertence a Jim Steinman, autor do clássico e falecido em 2021, enquanto a gravação original está vinculada à CBS/Columbia Records, que detém os direitos fonográficos.
Mesmo distante dos dividendos financeiros, Bonnie Tyler celebrou o impacto duradouro da música. Nesta semana, ela recebeu duas placas comemorativas: uma pelo bilhão de streams de Total Eclipse of the Heart e outra de disco de ouro por Together, parceria de David Guetta que sampleia o hit oitentista. Os reconhecimentos renderam registros emocionados nas redes sociais, prova de que, mesmo sem retorno financeiro direto, a canção segue viva no imaginário pop global.