Mais de duas décadas após provocar debates, controvérsias e filas nos cinemas ao redor do mundo com A Paixão de Cristo, o diretor Mel Gibson finalmente revelou os primeiros detalhes concretos de A Ressurreição de Cristo, continuação do longa lançado em 2004.
A produção teve suas filmagens encerradas oficialmente após 134 dias de gravações em diferentes regiões da Itália e ganhou sua primeira imagem promocional. O registro mostra o ator finlandês Jaakko Ohtonen caracterizado como Jesus Cristo, marcando uma mudança importante em relação ao filme original, protagonizado por Jim Caviezel.
Além da divulgação da imagem inédita, Gibson confirmou mudanças no calendário de lançamento. Inicialmente prevista para março de 2027, a primeira parte agora deve chegar aos cinemas em 6 de maio do mesmo ano. Já a segunda parte foi adiada para 25 de maio de 2028, data que coincide com a Festa da Ascensão no calendário cristão.
Segundo o diretor, o projeto ultrapassa a dimensão de uma produção convencional de Hollywood.
“Este filme representa uma parte enorme do trabalho da minha vida. É uma missão que carrego há mais de 20 anos para contar aquilo que considero a história mais importante da humanidade”, declarou Gibson em entrevista repercutida pela Variety.
A continuação também passará por mudanças significativas no elenco. Além da substituição de Caviezel, a atriz cubana Mariela Garriga assumirá o papel de Maria Madalena, anteriormente interpretada por Monica Bellucci.
De acordo com informações ligadas à produção, a reformulação ocorreu principalmente por questões práticas e orçamentárias. A equipe considerou inviável utilizar extensivos processos digitais de rejuvenescimento nos atores originais após mais de 20 anos do lançamento do primeiro longa.
Jim Caviezel chegou a lamentar publicamente a impossibilidade de retornar ao papel que marcou sua carreira. Durante o período das gravações das sequências, o ator estava envolvido em outro projeto cinematográfico, Dark Horse, filme inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro.
O projeto de Gibson ainda segue cercado por expectativa e curiosidade, especialmente pelo peso cultural deixado por A Paixão de Cristo, um dos filmes religiosos mais impactantes e controversos da história do cinema contemporâneo.