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Com Nevermind, o underground tomou o topo das paradas no braço
Há 34 anos, o Nirvana derrubava as certezas da indústria ao alcançar o 1º lugar da Billboard.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 11/01/2026 06:00
Música
Nevermind marcou o momento em que o alternativo deixou de ser margem (Foto: Divulgação)

Em 11 de janeiro de 1992, o improvável aconteceu. Nevermind, segundo disco do Nirvana, alcançava o primeiro lugar da parada da Billboard, desalojando ícones do pop e do rock polido que dominavam o início dos anos 1990. Não era apenas uma vitória comercial, era um choque cultural. O som áspero, ruidoso e emocional do grunge, até então restrito ao circuito alternativo, invadia o centro do sistema.

Produzido por Butch Vig e impulsionado por “Smells Like Teen Spirit”, o álbum transformou angústia juvenil, alienação e desconforto em linguagem universal. Kurt Cobain, com sua voz entre o grito e o colapso, tornou-se o rosto de uma geração que não se reconhecia no glamour excessivo da década anterior. Nevermind oferecia identificação em vez de respostas. E isso bastou para mudar tudo.

O impacto foi imediato e duradouro. Gravadoras passaram a correr atrás de bandas “imperfeitas”, camisas de flanela viraram uniforme simbólico e o rock voltou a soar perigoso.


Nevermind marcou o momento em que o alternativo deixou de ser margem e passou a ditar o centro, ainda que, ironicamente, isso tenha pesado de forma insuportável sobre seu principal criador.

Trinta e quatro anos depois, o feito segue emblemático. Nevermind, ao chegar no topo das paradas, redefiniu o que podia chegar lá. Um lembrete de que a música mais transformadora nasce exatamente do incômodo, e não do conforto.

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