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Sir George Martin, 100 anos do mentor de uma revolução
Rádio VB destaca o centenário do produtor que ensinou os Beatles a soar como o futuro.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 03/01/2026 06:00
Música
George Martin durante gravação com John Lennon (Foto: Divulgação)

Neste sábado, 3 de janeiro, Sir George Martin completaria 100 anos. Celebrar a data é revisitar a história de alguém que mudou não apenas o destino dos The Beatles, mas o próprio conceito de produção musical no século XX. Martin, além de produtor da banda, foi o elo entre imaginação e técnica, entre o improviso juvenil e a ambição artística que redefiniu o pop.

Quando ouviu os Beatles pela primeira vez, em 1962, George Martin enxergou algo que escapou à maioria da indústria: personalidade. Apostou no grupo, orientou decisões cruciais, como a formação definitiva com Ringo Starr, e criou um ambiente em que errar fazia parte do processo. Seu papel nunca foi o de impor limites, mas o de expandi-los. Com formação clássica e ouvido aberto ao risco, Martin transformou o estúdio em instrumento e a gravação em linguagem.


Momentos-chave de sua carreira com os Beatles ajudam a explicar o título de “quinto Beatle”. Foi ele quem concebeu o quarteto de cordas de “Yesterday”, abriu espaço para experimentações radicais como “Tomorrow Never Knows”, organizou o caos criativo de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e ajudou a dar forma à ambição sonora de álbuns como Revolver e Abbey Road. Muitas vezes, ideias aparentemente impossíveis eram resolvidas por Martin com soluções técnicas inovadoras, como cortes de fita, gravações reversas, sobreposições e arranjos que o rock ainda não conhecia.

Após o fim da banda, George Martin seguiu uma trajetória sólida e influente, trabalhando com nomes como Elton John, Jeff Beck e Paul McCartney em carreira solo, além de atuar como curador do legado dos Beatles em projetos como Anthology e Love. Seu impacto, porém, vai além dos créditos, pois ele redefiniu o papel do produtor como coautor invisível da obra.

Aos 100 anos de seu nascimento, Sir George Martin permanece como prova de que grandes revoluções nem sempre vêm do palco. Às vezes, nascem atrás de uma mesa de som, onde alguém soube ouvir o que ainda não existia e ajudou a transformá-lo em música eterna.

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